Pegadas no Desconhecido

Triste daquele que morre....sem conhecer o motivo da sua existência...

Triste daquele que morre....

... sem conhecer o motivo da sua existência...


A minha vida mudou
Eu mudei...
Fui-me a baixo...
E perdi os meus sonhos...
Deixie de lutar por eles

Muitos dizem que perdi o meu sorriso
Até concordo...
Pois deixei de ter razão para sorrir

Mas ainda não tinha percebido
Oponto a que cheguei...
O quanto que de mim perdi
Até ouvir qual era o meu verdadeiro estado...

Deus...!
Como odiei aquelas palavras...
Até lágrimas surgiram no meu olhar...
Eu não era assim... eu não sou assim!

Mas...
Tenho na minha vida pessoas fantásticas...
Que fazem das suas forças as minhas...
Eles são três...
Três... o número da perfeição
Coincidência?

Seus nomes...
Susana...Jorge e Andreia...
Cada um ajudou-me à sua maneira...

Percebi...
Não estou sozinha
O mal que faço a mim...
Também o faço a eles...

E magoá-los!
é o que não quero na minha vida...

Prometo que lutarei...
Voltarei a ser aquela pessoa...
Aquela pessoa que amava a sua própria vida...

Peço desculpas pelo meu erro
E agradeço-lhes por tudo

Porque sem vocês jamais saberia o que é viver
Obrigada


Foi hà poucas Luas
Que sonhei com algo que me marcou…
Algo que conhecia… mas talvez nunca tenha parado para pensar em tal assunto

Sonhei com a morte…
O que me fez pensar no que acontecerá quando morrer
Não gostei dos meus pensamentos…
De tal modo que fui incapaz de não entrar em pânico… por saber que nada podia fazer
No fundo… “descobri” que vou morrer

É certo, que desde o momento que tomamos consciência do que realmente somos…
Que sabemos que vamos morrer…
Mas acabamos por esconder esse conhecimento dentro de nós…
Com a desculpa de que ainda falta muito tempo…

Sinceramente… até nunca fui pessoa de pensar em tal coisa ...
Até àquele dia… até àquela noite
Pois aquele sonho despertou-me para o inevitável
Algo que não sei quando vai acontecer
Ou melhor… que nem sei, ao certo, o que é!

O que é a morte afinal?
Já ouvi tantas definições que nem sei no que acreditar…

Uns dizem que se trata do nada… ou seja, fechamos os olhos e acaba. O passado apaga, o presente não existe e o futuro é impossível. Perdemos a consciência naquele momento…
Outros dizem que é somente o nosso corpo que morre, pois continuamos o nosso caminho como almas… onde a nossa essência permanece viva para todo o sempre.
E ainda outros acreditam que voltaremos a este mundo… num outro corpo… mas sem qualquer memória desta nossa passagem.

Ouvindo e interpretando cada uma destas opiniões…
Continuo sem saber em qual delas acreditar…
Pois para mim, são tão cruéis, que não quero nenhuma delas…

A mais popular, e talvez a mais certa, é que tudo se apaga com a morte
E por ironia… é principalmente esta que me atormenta...

Amo a vida…
Para mim a vida é algo sem definição… algo extremamente grandioso …
De tal forma, que não consigo aceitar que algo assim possa acabar de tal maneira…
Que basta um segundo para tudo acabar… como se nunca tivesse qualquer valor…

É nisto que acredito ...
Que a vida não pode acabar num segundo...

Ou estarei a iludir-me?
Pior cego é aquele que não quer ver?
Serei eu esse cego?
Talvez…

Não sei se algum dia estarei preparada para morrer…
Mas há quem diga que com o passar dos anos e com o envelhecimento do corpo,
Acabamos por nos cansar de viver…

Será verdade?
Alguma vez me cansarei de viver?
Será isso possível?

E na minha cabeça as perguntas sem resposta surgem…
Não encontro a solução do problema… quando talvez, a solução seja o próprio problema.
Pois é certo… que da morte ninguém regressou para contar a sua história

Talvez seja mesmo disso que tenho medo
Que caminho para o desconhecido…
De não saber se o que me espera é bom, mau ou talvez não passe de nada.

Quero Gritar!!!
Gritar aos quatro ventos para que o tempo pare…
Mas Deus não me deu tal poder…
E aqui fico eu… perdida
Submersa pelos meus pensamentos
Sentindo que a esperança pouco se encontra dentro de mim…

Ao fundo… oiço o relógio…
O ponteiro dos segundos percorre o seu caminho…
Enquanto eu paro no meu próprio tempo…
Mas o ponteiro continua… e lembra-me…
Que apesar de todos os meus esforços, ele continua a avançar…
Sem parar!

O destino aproxima-se…
O ciclo perdido surge novamente nos meus pensamentos…
E eu volto a entrar em pânico!
Nada posso fazer…
A impotência vai-me consumindo por dentro!

Naquela noite… em que para mim tudo mudou…
O mundo girou…
A Lua brilhou …

E o relógio nunca parou…


Bons foram os momentos… que passei contigo
Ensinaste-me tantas coisas
Que cheguei a admirar-te pela pessoa que eras…
Eras especial

Mas houve naquele dia
Um momento…
E a nossa vida mudou
Fomos obrigados a separarmo-nos
E jamais voltaríamos a ser os mesmos

Jurei…
que não seria a separação
a destruir os meus sentimentos por ti
Farias sempre parte da minha vida

Consegui…
Fui forte, mas tu… não foste
Nunca aceitaste a separação
E a pessoa que um dia amei… deixou de existir

Mudaste completamente…
Como se um manto negro te envolvesse
Na tua vida as palavras “traição” e “vingança”… começaram a surgir

Não medias as consequências dos teus actos
E o nosso passado deixou de apagar os teus erros…

Comecei a odiar-te…
Pelas coisas que fazes
E por estares a destruir as boas memorias que tinha de ti

Espero que um dia acordes…
E vejas os erros que cometes-te

Mas que nessa altura será tarde demais… para te perdoar


Como qualquer um de vocês
Ao longo da minha vida
Tive momentos em que chorei
E momentos em que me perdi no meu caminho
E deles, fiz os meus poemas
Tornando-os eternos

Mas houve algo que não vi
Nesses momentos…
Enquanto sofria, outros sofriam comigo
Ajudando-me a seguir em frente
Mostrando o seu amor por mim

No entanto,
Sobre eles nunca escrevi
Nem uma única palavra…

Fiz com que o meu sofrimento ficasse na eternidade
Mas o que realmente me fazia viver…
Ficou escondido na escuridão…
Dentro de mim…

Como pude ser egoísta?
Eles sim, deviam ser eternos
Não as minhas lágrimas…
Pois sem eles o meu mundo não existe

Hoje… peço desculpa do meu erro
E agradeço-lhes por tudo.

Porque sem vocês jamais saberia o que é viver.
Obrigado


Estou deitada...
A escuridão envolve-me

os meus olhos procuram a fotografia
procuram por ti...

Encontro-te...
e os meus labios formam um sorriso
é impossivel sofrer quando olho para ti...
quando recordo os momentos,os sonhos
todos os segundos...

o meu sorriso desvanece
ja nao estás a meu lado.
o que tinhamos acabou...
já foi á tanto tempo...

em mim...
as lágrimas á muito que secaram
mas o coração continua a pedir que voltes

Nao te preocupes...não te culpo pela minha dor

Pois, naquele momento
vi-o no teu olhar...tu tambem sofreste!

sofreste tanto como eu
eu tambem fazia parte da tua vida...

No fundo
fomos as vitimas
da nossa propria historia

e tudo porque foram as pessoas que um dia nos uniram
que causaram o nosso maior sofrimento...

... a nossa separação



Num daqueles dias
Em que me perguntava...
Se valia a pena continuar
algo me chamou a atenção
reparei numa menina
Que caminhava a meu lado

A menina que eu via
Seguia sem destino
O seu Olhar perdia-se no horizonte,
Como se espera-se alguém

As suas mãos vazias...
Mas os seus olhos,
Reflectiam o seu coração…

Caminhava ao meu lado
Tentando sempre sorrir
E estendendo a mão
A quem por nós passava

Não sabia quem era
Nem para onde ia
Talvez, nem mesmo o seu nome, ela sabia
Caminhava apenas...
Com o seu olhar inocente
No labirinto da vida...

Mas havia algo em si...
Que me recordava alguém.

Alguém que um dia fora igual àquela menina,
Mas que não se perdera no caminho da vida...

Compreendi a razão da sua presença a meu lado,
Estava ali para me mostrar que nunca devemos desistir...
Que só lutando é que poderemos realizar os nossos sonhos.

Soube então, que aquela menina era na verdade uma memória,
Um reflexo do passado


Aquela menina era eu própria...*