Pegadas no Desconhecido

Triste daquele que morre....sem conhecer o motivo da sua existência...


Os livros são os túmulos dos que não podem mrrer

(book are like coffins for those who can't die)

Depois de muito tempo separada deste mundo, onde tenho a coragem de expressar os meus sentimentos, decidi aqui colocar as palavras que me fizeram olhar de outra forma para a humanidade.




Numa breve entrevista, foi perguntado ao Dalai Lama o que mais lhe surpreendia na humanidade.

Tendo este respondido o seguinte:



"Os homens... pois perdem a saúde a juntar dinheiro e depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.

Por pensarem ansiosamente no Futuro, esquecendo-se, assim, do Presente, de tal forma, que acabam por nao viver nem o Presente nem o Futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer, mas acabam por morrer como se nunca tivessem vivido."



Passaram 3 anos, desde a primeira vez que ouvi estas palavras e nunca me esqueci delas...


A incerteza pode ser traidora, pois um simples medo de arriscar...

faz-nos perder o que tanto queriamos conquistar...


Muito tempo passou...
Desde o dia em que tudo começou,
Desde que o sonho se formou.

Por ele lutaste,
Choraste,
Sacrificaste,
Mas nunca desististe...

Marcaste-me...
Tornaste o teu sonho, o meu sonho.

Apesar de pouco,
Fiz tudo o que podia para te ajudar,

Acreditei em ti,
Mesmo quando tudo parecia impossível, irreal...
Nunca me arrependi de te ter acompanhado nesta jornada,
E o que muitos denominaram de tempo perdido...
Foi para mim, o tempo que me fez crescer.

Hoje... o sonho está prestes a realizar-se,
O impossível tornou-se possível...
e a Estrela nascerá...

Não existem palavras que descrevam o que sinto,
O orgulho por ti reina no meu coração,
O desejo que seja este o inicio de tudo, sufoca-me...

Nunca desistas de tudo o que sonhaste,
Luta por aquilo que tu és...

Agradeço-te por permitires que faça parte da tua vida,
Onde nunca me arrependi de ter entrado!

Triste daquele que morre....

... sem conhecer o motivo da sua existência...


A minha vida mudou
Eu mudei...
Fui-me a baixo...
E perdi os meus sonhos...
Deixie de lutar por eles

Muitos dizem que perdi o meu sorriso
Até concordo...
Pois deixei de ter razão para sorrir

Mas ainda não tinha percebido
Oponto a que cheguei...
O quanto que de mim perdi
Até ouvir qual era o meu verdadeiro estado...

Deus...!
Como odiei aquelas palavras...
Até lágrimas surgiram no meu olhar...
Eu não era assim... eu não sou assim!

Mas...
Tenho na minha vida pessoas fantásticas...
Que fazem das suas forças as minhas...
Eles são três...
Três... o número da perfeição
Coincidência?

Seus nomes...
Susana...Jorge e Andreia...
Cada um ajudou-me à sua maneira...

Percebi...
Não estou sozinha
O mal que faço a mim...
Também o faço a eles...

E magoá-los!
é o que não quero na minha vida...

Prometo que lutarei...
Voltarei a ser aquela pessoa...
Aquela pessoa que amava a sua própria vida...

Peço desculpas pelo meu erro
E agradeço-lhes por tudo

Porque sem vocês jamais saberia o que é viver
Obrigada


Foi hà poucas Luas
Que sonhei com algo que me marcou…
Algo que conhecia… mas talvez nunca tenha parado para pensar em tal assunto

Sonhei com a morte…
O que me fez pensar no que acontecerá quando morrer
Não gostei dos meus pensamentos…
De tal modo que fui incapaz de não entrar em pânico… por saber que nada podia fazer
No fundo… “descobri” que vou morrer

É certo, que desde o momento que tomamos consciência do que realmente somos…
Que sabemos que vamos morrer…
Mas acabamos por esconder esse conhecimento dentro de nós…
Com a desculpa de que ainda falta muito tempo…

Sinceramente… até nunca fui pessoa de pensar em tal coisa ...
Até àquele dia… até àquela noite
Pois aquele sonho despertou-me para o inevitável
Algo que não sei quando vai acontecer
Ou melhor… que nem sei, ao certo, o que é!

O que é a morte afinal?
Já ouvi tantas definições que nem sei no que acreditar…

Uns dizem que se trata do nada… ou seja, fechamos os olhos e acaba. O passado apaga, o presente não existe e o futuro é impossível. Perdemos a consciência naquele momento…
Outros dizem que é somente o nosso corpo que morre, pois continuamos o nosso caminho como almas… onde a nossa essência permanece viva para todo o sempre.
E ainda outros acreditam que voltaremos a este mundo… num outro corpo… mas sem qualquer memória desta nossa passagem.

Ouvindo e interpretando cada uma destas opiniões…
Continuo sem saber em qual delas acreditar…
Pois para mim, são tão cruéis, que não quero nenhuma delas…

A mais popular, e talvez a mais certa, é que tudo se apaga com a morte
E por ironia… é principalmente esta que me atormenta...

Amo a vida…
Para mim a vida é algo sem definição… algo extremamente grandioso …
De tal forma, que não consigo aceitar que algo assim possa acabar de tal maneira…
Que basta um segundo para tudo acabar… como se nunca tivesse qualquer valor…

É nisto que acredito ...
Que a vida não pode acabar num segundo...

Ou estarei a iludir-me?
Pior cego é aquele que não quer ver?
Serei eu esse cego?
Talvez…

Não sei se algum dia estarei preparada para morrer…
Mas há quem diga que com o passar dos anos e com o envelhecimento do corpo,
Acabamos por nos cansar de viver…

Será verdade?
Alguma vez me cansarei de viver?
Será isso possível?

E na minha cabeça as perguntas sem resposta surgem…
Não encontro a solução do problema… quando talvez, a solução seja o próprio problema.
Pois é certo… que da morte ninguém regressou para contar a sua história

Talvez seja mesmo disso que tenho medo
Que caminho para o desconhecido…
De não saber se o que me espera é bom, mau ou talvez não passe de nada.

Quero Gritar!!!
Gritar aos quatro ventos para que o tempo pare…
Mas Deus não me deu tal poder…
E aqui fico eu… perdida
Submersa pelos meus pensamentos
Sentindo que a esperança pouco se encontra dentro de mim…

Ao fundo… oiço o relógio…
O ponteiro dos segundos percorre o seu caminho…
Enquanto eu paro no meu próprio tempo…
Mas o ponteiro continua… e lembra-me…
Que apesar de todos os meus esforços, ele continua a avançar…
Sem parar!

O destino aproxima-se…
O ciclo perdido surge novamente nos meus pensamentos…
E eu volto a entrar em pânico!
Nada posso fazer…
A impotência vai-me consumindo por dentro!

Naquela noite… em que para mim tudo mudou…
O mundo girou…
A Lua brilhou …

E o relógio nunca parou…